terça-feira, 28 de abril de 2009

Dia da Educação se comemora com manifestação

Olá!
Hoje, 28 de abril, além do Dia da Sogra é também comemorado o Dia da Educação. Não sei quem determina esses dias comemorativos, principalmente o da sogra, mas, enfim, todo dia é dia de alguma coisa neste brasil (com "b" pequeno mesmo).
Aqui em Cascavel, o dia da Educação foi lembrado por uma manisfestação dos professores municipais que receberam uma proposta da data-base de nada menos que...0%! Eheheh
Parte da manifestação ocorreu por lotar o plenário da Câmara em plena sessão.
Ouvi uns boatos de que alguns vereadores pestanejaram, fazendo caretinhas com canto de boca e tudo.
Tomara que sejam apenas boatos mesmo, pois, se verdade for, deveriam apresentar a devida vergonha e saber que os professores estão em momento de negociação da data-base, coisa sagrada ao PCC, plano de cargos e carreiras dos professores e que lhes é de puro direito.
Se, dias atrás, ao invés de ficarem horas discutindo a aprovação de lei do majestoso Dia do Rio, tivessem articulado algo para esse problema sempre previsto que é o reajuste salarial, com certeza teriam honrado seus eleitores de magistério.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sucesso por estigma


Olá pessoal. Bom dia!

Pessoas pobres ou feias são tão estigmatizadas que quando fazem algo "bom" (aspas, sugerindo um entendimento exemplar - coisa meio aristotélica), viram notícia. Afinal, não é pauta de jornal o funcionário que ganha 1 ou 2 salários mínimos mensais e devolve a maleta de dólares achada no aeroporto, na rodoviária, etc.?
Vejam o caso Susan Boyle. Motivo de risos ao entrar no palco, fora de um modelo de beleza e propondo cantar um música de difícil interpretação, cantou magnificamente, fez o "bom" e agora é conhecida quase que mundialmente. Se fosse uma mulher de beleza padrão - loira, alta, magra, malhada - com certeza não teria tal repercussão midiática.
Agora, só para descontrair: a primeira vez que vi essa mulher, Boyler, lembrei da baixinha Maísa. Semelhanças, não?
Abraços!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Another brick in the wall

Olá!
Vocês já devem saber que o governo do Rio está murando algumas de suas favelas, pois, tal iniciativa já alcançou polêmica internacional ( fala-se em apartheid).
Vejo agora, no jornal da Tarobá, que a Dnit ganhou uma licitação para a construção de muros que pretendem evitar os desvios do tráfego pela Aduana de Foz de Iguaçu, reduzindo assim o que a Receita denomina de contrabando.
Apesar de grande mídia glorificar essas atitudes, eu não consigo perceber nada de louvável. Ao contrário, observo com grande decepção.
Cercar o lado B da produção do desenvolvimento social (favelas) me parece um desaforo sem medidas, ainda mais pela justificativa cretina de "cuidado com os limites da mata".
Apertar a fiscalização no escoamento de impostos parece legal, mas, porque não se aperta a fiscalização sobre quem manipula a grana juntada através de impostos? Ex.: O que foi feito sobre o caso do castelo milionário do deputado Edmar Moreira-DEM?
Essa dobradinha de elite+governo não pode prosperar sobre nós, povão, porque somos um número muito mais gordo. Eles são minoria, mas, tem coisas importantes a seu favor: inteligência e dinheiro. Contudo, não podemos desistir! É a luta pela sobrevivência.
Sobre as favelas cariocas eu fico tranquilo porque sei que, cedo ou tarde, vão derrubar aquela merda de muro. Já aqui, resta um novo estudo de logística.
E vamos assim, empurrando com a barriga, com a bunda, com coices, até que ricos não sejam tão ricos e vereadores, senadores e demais dores não sejam tão surrupiadores.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Governador Requião

Olá pessoal!
Recebi este vídeo de uma amiga, Elizandra Candido, e resolvi disponibilizá-lo porque não vemos, costumeiramente, situações como esta em jornais, emissoras, etc.
Apreciem, deem risadas, indignem-se, comentem.
Abraços!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Compre! Consuma!


Saudações, prezados leitores!

Nesse post gostaria de destacar uma situação que me espantou neste último domingo (12/04).

Ao deitar, estava com a TV ligada e passou um comercial da Magazine Luiza sobre o dia das mães. Achei estranho, fiquei pensativo: pôrra! Nem acabou a páscoa (literalmente!) e já estão negociando o dia das mães?

Hoje, terça (14/04) liguei a TV e eis outra propaganda, também sobre o dia das mães, de uma outra empresa que não lembro o nome agora.

O que me incomoda, neste caso, é a insistência das grandes empresas em forjar uma merda de sistematização de consumo sobre nosso cotidiano. Digo grandes empresas num sentido geral, mas, sabemos que até as lojinhas de fundo de quintal não perdoam uma semana, um dia, um motivo, uma situação qualquer para justificar compras.

Compre! Compre! Compre!

Consuma! Consuma! Consuma!

No próprio dia de páscoa já batem no dia das mães! Puts!

Vocês estão dispostos a gastar o improvável tempo de suas vidas cultivando essa porcaria de sistema? Trabalhar, trabalhar e trabalhar para comprar, comprar e comprar.

Depois, trabalhar mais ainda porque brasileito é preguiçoso. E, enfim, comprar mais alguma coisa.

Proponho um pensamento. Gostaria que vocês também pensassem e se manifestassem a respeito: será que precisamos muito, realmente, de fato, comprar uma determinada coisa? Consumir um certo produto? Lanço aqui um desafio:

Quando vocês forem comprar ou consumir algo, reflitam com calma sobre a situação. "Preciso mesmo dessa coisa ou estou satisfazendo um desejo que nem é meu, mas, impuseram sobre a sociedade, sobre mim?"

Se alguém, após esta dica, conseguir resistir ao impulso do consumo desordenado e burro, que comente e compartilhe conosco sua experiência.

A propósito, o Natal está aí. Vocês já escolheram os presentes?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Trabalho aos domingos

Olá!
É com certo atraso que comento a problemática sobre a abertura do comércio aos domingos em Cascavel. Mas, há uma boa explicação: estou de férias! Portanto, as postagens podem apresentar um intervalo maior, eheheh.
Como a maioria já sabe, na votação feita em assembleia pelos sindilojistas de Cascavel, ficou decido por 96,4% (194 votos) dos votantes que as lojas não deveriam abrir as portas aos domingos. (Será que o resto a favor foi de alguém da Havan, que investiu até em chamadas na TV para tentar convencer o povo de que o trabalho dominical é bom?).
Outra explicação para demorar a comentar sobre isto é de não ter chegado a uma conclusão, pelo seguinte:
a) Pensando pelo lado dos trabalhadores, é óbvio que trabalhar aos domingos é uma ideia estúpida. Primeiro porque uma decisão destas afeta imediatamente os mais pobres, de trabalho mais miserável. E sabemos que pobres não têm escolhas neste país. Tomar-lhes o único dia que têm para almoçar com a família, o único dia em que podem dormir depois do almoço, o único dia em que podem fazer qualquer coisa que não seja trabalhar para os outros, é muita audácia burguesa.
b) Pensando pelo lado egoísta, seria excelente se aquele vizinho chato estivesse trabalhando o domingão todinho ao invés de ligar a merda do som do carro para a rua inteira ouvir katchakas nojentas.
Mas, viver em sociedade tem custos individuais. Fico feliz de saber que a massa de trabalhadores terá, garantido em lei, o direito de fazer do seu domingo aquilo que quiser. Ou melhor, puder.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ser professor(a) ainda é dom?



Olá pessoal!


A mulher na foto é Natasha Gray (Tasha), professora de Educação Física em Cambridge, que suscitou uma grande polêmica ao posar de
lingerie para o site www.imodel.com, em virtude de ter ganhado um concurso de professora mais sexy em um programa de TV.
A polêmica sobre a situação, pelo que li por aí, parte do lado moralista, como por exemplo, a fala do diretor do colégio onde Natasha leciona: "Elas (as fotos) são completamentes inapropriadas para alguém que é professor." Ben Slade, o diretor, defende que os professores devem ser exemplares. As fotos já foram até tiradas do site. De outro lado, alunos e iternautas adoraram. Calcule!
A questão é complexa porque é cingida de valores morais, éticos, religiosos, etc. Lembro que certa vez, durante um seminário, minha professora e amiga Drª Roselene questionou o palestrante sobre esse negócio de professores serem cobrados por comportamentos modelos. Na ocasião, concordei com ela. Ser professor(a) é ter um trabalho qualquer. É ser um assalariado, fazendo pouquíssimas coisas por conta própria, devendo satisfações, etc, etc.
Não acredito mesmo que professor(a) tenha um dom a cumprir, como se apenas ele(a) o pudesse realizar. Afinal, o funcionamento do mercado de trabalho tem uma mecânica bem simples e grossa: se X não está bom, tira X, bota Y e pronto. Sempre foi assim.

Considerando que todas as pessoas vivem em relação aos apelos da sexualidade, é interessante tentar compreender e pensar sobre situações como essa. Pois, pela polêmica levantada, percebemos que a sexualidade ainda é um tabu imbricado pela hipocrisia.
Se Madonna, ícone mundial de sensualidade, fosse ao colégio desse Ben Slade, ele não a boicotaria como fez com Gray. Ao contrário, promoveria um espetáculo na recepção, iria tratá-la como artista, chamaria a imprensa, faria algum tipo de seminário, palestra... Mas, Gray é apenas uma professora condenada a viver num invólucro vocacional.

 
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