terça-feira, 14 de abril de 2009

Compre! Consuma!


Saudações, prezados leitores!

Nesse post gostaria de destacar uma situação que me espantou neste último domingo (12/04).

Ao deitar, estava com a TV ligada e passou um comercial da Magazine Luiza sobre o dia das mães. Achei estranho, fiquei pensativo: pôrra! Nem acabou a páscoa (literalmente!) e já estão negociando o dia das mães?

Hoje, terça (14/04) liguei a TV e eis outra propaganda, também sobre o dia das mães, de uma outra empresa que não lembro o nome agora.

O que me incomoda, neste caso, é a insistência das grandes empresas em forjar uma merda de sistematização de consumo sobre nosso cotidiano. Digo grandes empresas num sentido geral, mas, sabemos que até as lojinhas de fundo de quintal não perdoam uma semana, um dia, um motivo, uma situação qualquer para justificar compras.

Compre! Compre! Compre!

Consuma! Consuma! Consuma!

No próprio dia de páscoa já batem no dia das mães! Puts!

Vocês estão dispostos a gastar o improvável tempo de suas vidas cultivando essa porcaria de sistema? Trabalhar, trabalhar e trabalhar para comprar, comprar e comprar.

Depois, trabalhar mais ainda porque brasileito é preguiçoso. E, enfim, comprar mais alguma coisa.

Proponho um pensamento. Gostaria que vocês também pensassem e se manifestassem a respeito: será que precisamos muito, realmente, de fato, comprar uma determinada coisa? Consumir um certo produto? Lanço aqui um desafio:

Quando vocês forem comprar ou consumir algo, reflitam com calma sobre a situação. "Preciso mesmo dessa coisa ou estou satisfazendo um desejo que nem é meu, mas, impuseram sobre a sociedade, sobre mim?"

Se alguém, após esta dica, conseguir resistir ao impulso do consumo desordenado e burro, que comente e compartilhe conosco sua experiência.

A propósito, o Natal está aí. Vocês já escolheram os presentes?

2 comentários:

Mariana disse...

Realmente Eder, no jornal percebo muito isso, na semana seguinte à Páscoa já fiz material sobre o dia das mães, o negócio é vender e presentear para provar sentimentos, no mínimo contraditório. Tem um documentário que discute isso, o Surplus, conhece? Excelente!

A propósito, lembra aquela conversa que tivemos com um poeta na saída de um evento da unioeste? postei o texto no meu blog, se quiser dar uma olhadinha... marideias.zip.net

Eder José disse...

Oi Mariana! Obrigado pela participação.
Vou procurar no emule esse documentário, Surplus, e observar com atenção.
Sobre a insistência do consumo, é mesmo de indignar tamanha audácia. Espanta-me!
Da conversa com o poeta, lembro sim. Como esqueceria?
To correndo agora, lá no teu blog, dar uma espiadinha.
Abraços!

 
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