Olá pessoal!
A mulher na foto é Natasha Gray (Tasha), professora de Educação Física em Cambridge, que suscitou uma grande polêmica ao posar de lingerie para o site www.imodel.com, em virtude de ter ganhado um concurso de professora mais sexy em um programa de TV.
A polêmica sobre a situação, pelo que li por aí, parte do lado moralista, como por exemplo, a fala do diretor do colégio onde Natasha leciona: "Elas (as fotos) são completamentes inapropriadas para alguém que é professor." Ben Slade, o diretor, defende que os professores devem ser exemplares. As fotos já foram até tiradas do site. De outro lado, alunos e iternautas adoraram. Calcule!
A questão é complexa porque é cingida de valores morais, éticos, religiosos, etc. Lembro que certa vez, durante um seminário, minha professora e amiga Drª Roselene questionou o palestrante sobre esse negócio de professores serem cobrados por comportamentos modelos. Na ocasião, concordei com ela. Ser professor(a) é ter um trabalho qualquer. É ser um assalariado, fazendo pouquíssimas coisas por conta própria, devendo satisfações, etc, etc.
Não acredito mesmo que professor(a) tenha um dom a cumprir, como se apenas ele(a) o pudesse realizar. Afinal, o funcionamento do mercado de trabalho tem uma mecânica bem simples e grossa: se X não está bom, tira X, bota Y e pronto. Sempre foi assim.
Considerando que todas as pessoas vivem em relação aos apelos da sexualidade, é interessante tentar compreender e pensar sobre situações como essa. Pois, pela polêmica levantada, percebemos que a sexualidade ainda é um tabu imbricado pela hipocrisia. Se Madonna, ícone mundial de sensualidade, fosse ao colégio desse Ben Slade, ele não a boicotaria como fez com Gray. Ao contrário, promoveria um espetáculo na recepção, iria tratá-la como artista, chamaria a imprensa, faria algum tipo de seminário, palestra... Mas, Gray é apenas uma professora condenada a viver num invólucro vocacional.
19:51
Eder José















5 comentários:
O texto ficou ótimo! Somos apenas trabalahdores assalariados e não mudaremos essa condição!!Não queremos ser combrados por comportamentos adequados ou inadequados, apenas nos deixem
ser o que somos -pessoas que também tem suas vontades, desejos,.... Bem que essa moda de posar de langerie podia pegar!!!!!
bjos te amo fofucho-Grasi
Olá colega!... Muito legal seu texto... e concordo com ele em praticamente tudo... só eu acho que ser professor é um dom... mas esse dom não tem que estar cerceado de obrigaçoes e condutas... Acredito que o professor tem direito à sua liberdade extra-classe... e, o que faz fora dela não diz respeito a mais ninguém a não ser a ele mesmo, desde que não perturbe, invada, prejudique a comunidade escolar ou a sociedade...
Além do mais, atualmente, d que adianta o professor ter somente condutas que transmitam uma imagem exemplar, se ele não é tido como exemplo para a maioria da sociedade? E nem tem seu "dom" valorizado... Claro q isso não sgnifica que os professores tem q sair por aí escancarando e escandalizando o mundo com condutas "não muito normais" rsrsrsrs.... mas tem todo o direito a fazer o q acharem mais adequado à sua vida particular!
Abraço... Marinalva (Porto Velho)
Legal, legal. Obrigado Marinalva, pela participação. Você que foi/é professora, sabe da complicação que envolve tal trabalho. Estamos com saudades hein! Quando vier a Cascavel, por favor avise. Bjos
Nossa ocidentalidade não permite a existência de dons. Entendo por "dom" algo que beira ao mágico, algo que já nasce com determinada pessoa. Existem pré-disposições que favorecem o desenvolvimento de determinada atividade, como é o caso dos músicos. Entretanto, se um músico não desenvolver a parte técnica, não vejo como poderá aproveitar sua pré-disposição.
No caso de professores, acredito que haja alguns com essa pré-disposição. Eu disse alguns!! Não acho certo atribuir ao professor essa idéia de sacerdócio, o qual nasce para fazer o bem, sem esperar uma retribuição; atribuir ao professor a árdua tarefa de ser exemplar, sobreviver com parcos recursos e, quando muito, se emocionar com uma simples maçã daquele aluninho mais aplicado; e principalmente, não acho que devemos ter uma imagem única de professor. O que defendo é que, como em todas as atividades, existem "professorES", de várias disciplinas, de várias idades, de várias culturas... Enfim, há professores de todos os tipos e para todos os gostos (ou desgostos). No caso de "Tasha", creio que ela apenas revelou algo que todos se negam a ver: existe um humano por trás do professor. No entanto, devido à atual imagem de "professor-Jesus Cristo" que permeia nossa sociedade, como admitir o lado humano? Daqui a pouco vai ter professor querendo ser tratado como trabalhador, exigindo melhores condições... Isso é blasfêmia!!
Concordando ou não com a postura de Tasha, uma coisa é certa:dificilmente essa gost... digo, professora, conseguirá ser vista como uma professora novamente.Se bem que,com esses atributos, a "Tasha" é professora pq quer... hahahhahaha
Abraços
Marco
Grande Marcoso! Parabéns hein MESTRE!!! Obrigado pela preciosa participação; sempre com seu comentário sutil e refinada ironia. Agora, quem sabe se com a grana das fotos Natasha Gray poderia comprar aquele carro (R$$$$) que a remuneração de professora não lhe permite? Ahh...mas aí já é outra questão; alguns vão me cutucar: quem disse que carro de luxo é objetivo de professor? Ixeee...paro por aqui. Valeu Marco! Abraços!
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