quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lei sobre fumar: perguntas que não questionam

Vemos, pela expansiva mídia que não deixa de nos atingir, uma intensa manifestação a favor de proibir que se fume em locais públicos, bares e tantas outras localidades por onde circulam pessoas não-fumantes.
Parece que esta proibição parte de autoridades governantes e, nas toscas entrevistas que editam e exibem os debilitados telejornais a que costumeiramente assistimos, reitera-se pelo senso comum de que fumar é mesmo um ato tolo e, logo, deve ser banido.
"Ah, é um estímulo pra gente que fuma parar...abandonar logo o cigarro, né?", dizem alguns coitados intimidados pelo mítico poder da lente e pela pergunta que não questiona.
Vocês acham, de fato, que algum governo está preocupado com a saúde daquele que fuma? Ou, ainda, com o dito fumante passivo?
Eu, pelo menos por enquanto, tenho certeza de que não está.
Contudo, ainda não consegui entender o que se objetiva por trás disso tudo. Se alguém sacar, por favor me avise!
Porém, qualquer pensamento que aí se desenrolar deve considerar que é inerente ao Estado articular mecanismos de explosão que garantam a desunião de pensamentos.
Monitorando e incentivando os abismos entre o numeroso povo (fumantes X não-fumantes, PDE X mestrandos, brancos X cotistas, trabalhador X vagabundo, sobretaxa X isenção, etc.) evita que as pessoas comuns possam formular, em equipe, um pensamento capaz de questionar o que é que, como, por que, com que fim, são e estão reguladas.

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