terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Exército nos 'ruralistas'!

"Vamos bloquear tudo. Não vamos deixar isso acontecer. Tem muita gente indignada com isso. Só vão conseguir nos impedir se mandarem o Exército contra a gente."
Esta fala é de um ruralista ligado à Sociedade Rural do Oeste do Paraná, prometento manifestação neste sábado à inauguração da Estação Experimental promovida pelo Requião, por causa da referida estação, que pretende ser uma fazenda-escola, ser nomeada Valmir da Mota, o sem-terra Keno.
Pois, se realmente o governador não for de brinquedo, como ele já vociferou diversas vezes, vamos esperar pra ver no que é que isto vai dar. Se for preciso chamar o Exército, pois que chamem!
O que não deve ser permitido é uma cambada de empresários marginalizar pessoas pobres e sem-terras e a grande mídia, tendenciosa do rabo-preso e podre com sempre, reiterar.
Se os devidos panos forem levantados, saberemos um dia quem são os verdadeiros criminosos: as grilagens e as chantagens sobre os pequenos proprietários de terras pelos peixes grandes ou o miserável que mal tem o que comer/vestir.

Mais pedágio? Privatizem as escolas também!

A partir de hoje, quatro concessionárias, que já têm o cofrinho bem gordo, engordam-no ainda mais com o aumento médio de 1,5% sobre as tarifas de pedágios nas rodovias do Paraná.
Esse pedágio no Paraná é uma sina. Requião, ainda nas bradações de campanha eleitoral, intimidava: "...ou baixa, ou acaba!". Coitado, nem ele, sendo atual governador, pode arrumar a cagada feita pelos lesados políticos que se metem, à besta, nas adminstrações públicas.
Devíamos ir atrás dos nomes das pessoas que assinaram o contrato de concessão para ficar sabendo quem foram os reais responsáveis por permitir uma cláusula que diz "Cabe do DER-PR apenas concordar ou discordar com o cálculo apresentado pelas concessionárias" (cláusula XIX).
Provavelmente, os mesmos porcos que assinaram essa permissão estão agora reclamando e fazendo demagogia frente à mídia sobre os preços dos pedágios.
Todos, exceto as concessionárias, reclamam do aumento? Privatizem as escolas também, como tanto prega a Veja. Privatizem as secretarias, o SUS, os clubes, as praças, enfim, privatizem! Mas, deixem o contrato nas mãos de pessoas analfabetas para que estas sim rejeitem a cláusula indispensável: "...cabe concordar ou discordar da tarifa tal..."
Agora, essa coisa chamada Justiça não é brincadeira hein? E pensar que o que entendemos e praticamos como Justiça não passa de um elemento cultural, sócio-histórico. Ou seja, não é e nunca foi permanente! É criada, engordada e mantida por... homens! Mecanismo feito por pessoas; não uma"coisa" sobrenatural e endeusadamente inquestionável. A questão é: a quê e a quem serve esta Justiça?

 
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