Calma! O título acima não é meu. Sempre admirei a profissão e também tenho alguns amigos e amigas no meio do jornalismo.
Quem o disse foi Guzzo, na edição 2122 da Veja (semana passada), de forma a enaltecer os jornalistas a compará-los com negociantes, advogados e políticos. (Olha com quem!eheh)
A questão, creio, não é se se mente menos ou mais, até mesmo porque nem sabemos o que é a verdade - o conceito de verdade é flexível. Mas, que os jornalistas não podem dizer tudo o que talvez querem ou o que pensam é um fato muito simples de se perceber.
Ou ele escreve o que a linha editorial e o dono do jornal (que geralmente é um político ou, se não é, está tentando um carguinho) determina ou está fora.
Portanto, nesse sentido, mentir menos significa estar discursivamente cerceado.
Mas, isto não é nenhuma novidade. É o que Michel Foucault chama de interdito em A Ordem do Discurso. De acordo com o filósofo, simplesmente "não podemos falar de tudo em qualquer circunstância, que quem quer que seja, finalmente, não pode falar do que quer que seja". A discursividade, a enunciação, a publicação de um texto verbal/não-verbal está regulamentada sob uma ordem - algo do tipo: isto pode, aquilo não.
O pior de tudo é que, segundo Foucault, os campos mais estreitos daquilo que se pode ou não dizer são a Sexualidade e a Política. Logo, se alguns jornalistas são empregados de políticos, o que é que estamos lendo por aí?
E mais! Mesmo que os noticiadores nada tenham a ver diretamente com políticos, ainda assim estão imbricados nessa ordem que reitero. Seja por causa dos patrocinadores, da influência, do status, dos clientes comerciais, das propagandas, estes além, claro, dos interesses próprios (do jornal, óbvio).
A questão, creio, não é se se mente menos ou mais, até mesmo porque nem sabemos o que é a verdade - o conceito de verdade é flexível. Mas, que os jornalistas não podem dizer tudo o que talvez querem ou o que pensam é um fato muito simples de se perceber.
Ou ele escreve o que a linha editorial e o dono do jornal (que geralmente é um político ou, se não é, está tentando um carguinho) determina ou está fora.
Portanto, nesse sentido, mentir menos significa estar discursivamente cerceado.
Mas, isto não é nenhuma novidade. É o que Michel Foucault chama de interdito em A Ordem do Discurso. De acordo com o filósofo, simplesmente "não podemos falar de tudo em qualquer circunstância, que quem quer que seja, finalmente, não pode falar do que quer que seja". A discursividade, a enunciação, a publicação de um texto verbal/não-verbal está regulamentada sob uma ordem - algo do tipo: isto pode, aquilo não.
O pior de tudo é que, segundo Foucault, os campos mais estreitos daquilo que se pode ou não dizer são a Sexualidade e a Política. Logo, se alguns jornalistas são empregados de políticos, o que é que estamos lendo por aí?
E mais! Mesmo que os noticiadores nada tenham a ver diretamente com políticos, ainda assim estão imbricados nessa ordem que reitero. Seja por causa dos patrocinadores, da influência, do status, dos clientes comerciais, das propagandas, estes além, claro, dos interesses próprios (do jornal, óbvio).
08:59
Eder José














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