sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Determinação de estereótipos: o discurso nos corpos

Olá!
Deveríamos saber que os estereótipos do que consideramos feio/bonito, atraente/horrível ou "apresentável"/"não-apresentável" são construções culturais-ideológicas estreitamente ligadas à questão da identidade. Ou, como muito melhor diz Stuart Hall*, aos processos de identificação.
A propaganda do vestibular 2010 da Univel (UniãoEducacional de Cascavel) aparece na mídia local de forma muito oferecida a uma interessante análise sobre quais estereótipos pretendem ser destacados por antagonismo a outros.
Nos seguintes vídeos, vemos estereótipos (considerando que nossos corpos são inscrições de sentidos, de identificação) que são pejorativizados em prol de outros, tanto sobre o homem quanto a mulher.
Ora, em sociedades atuais de estereótipos tão diversos, me parece muito infeliz associar a imagem do corpo ao discurso de um sucesso profissional/educacional por uma estratégia discursiva tão rasteira. Tentar apagar uma determinada inscrição corporal pela reiteração da memória de outra é um processo que merece ser observado a fim de se compreender que interesses se articulam aí.




Poderíamos até pensar que tal propaganda é preconceituosa em relação aos que usam piercings, têm cabelos multicores ou despenteados e barba "a fazer". Mas, até mesmo o que entendemos por preconceito ainda não nos é claro em virtude de sua caverna histórica-discursiva.
O que interessa ao ler, agora, essas propagandas, é tentar compreender como quer parecer evidente (inclusive pela persuassão) a construção de estereótipos que pretendem determinar as inscrições de nossos corpos. E, muitas vezes, determinam.





* A identidade cultural na pós-modernidade, editora DP&A, 2005.

1 comentários:

Jéssica Lopes disse...

A-DO-REI!! :)

 
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